ÂNCORA
SINOPSE:
Um marinheiro descobre como renavegar e retemperar o próprio passado.
O QUE ESPERAR?
História visceral sobre uma das maiores dores masculinas: achar-se inútil quando não se consegue ser o provedor financeiro. Como resultado, vem a vontade de "sumir do mapa" e se exilar.
FOI INSPIRADA :
Nesta imagem👇

(Pirata olha para o para o lado esquerdo melancolicamente, enquanto segura correntes de uma âncora, enroladas no próprio corpo).
CURIOSIDADES:
Esta imagem acima me passou uma sensação de peso causado, quem sabe, por algum trauma mal resolvido a ser retomado no presente.
O processo de escrita foi assim: fiz um esboço descrevendo como seria a rotina de trabalho exaustiva desse personagem. Isso me levou a comparar elementos do navio com o estado emocional dele.
Aí depois desse "aquecimento", o texto começou a se abrir, praticamente de uma tacada só.
Reescrevi a história cerca de 6 vezes até chegar na versão final.
A reescrita é fundamental, mas nessa história em específico, veio bem a calhar, porque o personagem também estava tentando reescrever o próprio passado.
Confiei no processo até achar um jeito de curar a dor do Martin no final.
Quando os textos saem assim, num fluxo muito direto, fica aquele mistério: estou escrevendo sobre mim? Ou me coloquei num lugar de suspensão da minha identidade, a ponto de experimentar, tal qual um ator, viver a vida de outra pessoa?
Claro, não dá pra ser completamente isento. Uma parte de mim fica no meio desse "blend" de ideias que é escrever, mas prefiro apostar na segunda alternativa: que estou fazendo uma "pescaria" no mar do inconsciente coletivo.
Se eu pesquei, de certa forma é meu.
Mas é seu também.
Estava no "mar".
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